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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Descobertas que a gente faz



Tenho me fugido dos meus sentimentos e textos ultimamente. Vivo culpando a falta de tempo pra isso. Mas talvez não seja um total desdém. Tenho deixado meus sentimentos abafados. Uma coisa que não faria importância pra ninguém, mas só pra mim. O mundo não é um lugar onde se pode compartilhar tudo. Certo? Talvez nem tanto. 

Posso não ter me revelado da maneira que mais me sinto à vontade, mas me revelei muito mais no meu interior. Descobri mais coisas de mim mesma. É um tanto verdade quando se diz que morremos sem nos conhecermos por completo. São muitos sentimentos, lembranças e falhas dentro de cada um que se acumula no decorrer do tempo. E, ó, quando descobrimos uma coisa nova dentro da gente, dizem que descobrimos uma nova coisa no mundo. Pode parecer confuso, mas é verdade. 

Me descobri também por fotografias, músicas, palavras, gestos e outras tantas formas que um ser humano pode se revelar. Só não pelo texto. Descobri dia desses que tenho alergia a camarão, acredita? Parece estranho, mas eu nunca havia comido camarão. E quando comi, descobri isso. Tá vendo como é bom descobrir de si mesmo? 

Criei certos medos bobos, criei uma coragem que não sabia que tinha. Descobri que consigo pintar minhas unhas da mão sem borrar. Descobrir que matemática não é tão difícil assim. Que sei desenhar um pássaro. Que consigo ser mais feliz do que imagino. E essa descoberta, meus caros, acreditem, foi essencial pra minha vida.

domingo, 13 de abril de 2014

Carpe Diem



Ando, ultimamente, meio chocada com a reviravolta que minha vida deu. Você deve estar se perguntando “Ah, mais que reviravolta a vida de uma garota de 14 anos deu?”. Vou explicar. Desde do final do ano passado eu tinha a quase certeza de que esse ano seria um tanto mais pesado pra mim. Último ano do ensino fundamental, prova do CEFET no final do ano, o blog que não pode parar...um grauzinho á mais de dificuldade na maioria das coisas.

Há muito mais cobranças, de todos os lados! Rumpf. Alguém aí pode me trazer uma água?

Sei que a vida de ninguém é fácil. Todos nós temos nossas dificuldades né? Mas eu acredito que se tem dificuldade é porque tem solução. E é tão legal quando se acha a tão sonhada solução. Parece que um peso foi tirado das suas costas. É exatamente isso eu estou enfrentando.

Comecei a me organizar mais. Ter um pouco mais de confiança no que eu quero. Ser mais exigente comigo mesma. Fazer coisas que me deixam com um friozinho na barriga. Sabe, de um mês pra cá, eu pude notar que, realmente, as pequenas coisas fazem toda a diferença. Um abraço no final do dia. Uma palavra carinhosa no meio da aula. Essas coisas que parecem sem importância, mas quando feitas se tornam muito especiais.

Ah, eu comecei a observar mais as pessoas. Como é o andar. O olhar. E então eu começo a rir do nada. Não é que eu seja louca, mas é que me vem a cabeça: Como eu não percebia isso antes? Tanta coisa diferente que passa pela gente e a gente nem vê. Porquê, Denise? Acho que é porque estamos pensando no momento seguinte e não no que está acontecendo.

Nossa, fiquei parecendo uma pessoa muito vivida com essas frases, não?

Então, cheguei a uma conclusão. Carpe diem. Viva o momento. Se dedique ao máximo para o que está fazendo. Não fique só pensando em quão maravilhoso vai ser o momento seguinte. Aproveita esse. Deixa o outro momento seguinte pra ser o momento seguinte.


Eu precisava desabafar. To cansada. To meio trêmula pela prova de matemática na quarta. To ansiosa pela aula de teatro na segunda. To feliz! Sinto que vivi, não só passei pelo dia de hoje. E você, viveu ou passou?

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Em alguma fila do shopping



O dia estava nublado. O azul do céu tinha dado lugar as nuvens branquinhas. Pelo menos era o que se via da janela enorme de vidro no meio do shopping. Para ser sincera, prefiro céus com nuvens. Todo aquele azul limpo me dá um desconforto. Deve ser porque gosto de chuva. Mas não são sobre as nuvens que quero falar. A primeira vez que o vi ele estava sentando no banco do shopping com fones de ouvido branco e um livro no colo. Se não me engano, era um livro do Percy Jackson. Mar de Monstros. Sim. Era esse.

Eu ainda estava na fila do McDonald pra comprar um combo de batatas fritas, sanduíche e um suco de laranja. Haviam 3 pessoas na minha frente. No meu fone de ouvido tocava All of me do John Legend. Estava indecisa entre largar a fila e ir sentar no banco ao lado dele. Seria infantilidade? Quer dizer, ele não me conhecia e, afinal, o que eu iria falar? "Oi, meu nome é Joana." Muito sem graça. "Oi, tudo bem? Não te conheço de algum lugar?" Não. Muito falso. "Oi, gostei do título do seu livro." Isso! Gostei dessa afirmativa.

Mas e o meu lanche? Eu estava morrendo de fome. Não tinha nem almoçado por causa do cursinho que durou quase o dia todo. Estava apenas com um suco de caixinha e uns biscoitos no estômago. 

Havia também a possibilidade dele me ignorar. Mas só se ele fosse muito mal educado!

Mas quer saber? A minha fome pode esperar, o meu coração não. Alguma voz me dizia que eu tinha que falar com aquele garoto. Saí da fila e fui na direção dele.

Sentei ao lado dele como quem não queria nada. Se ao menos eu não fosse tão desastrada e meu celular não tivesse caído no chão assim que eu me sentei...Ele era ainda mais lindo de perto! Peguei o meu livro que estava na bolsa e abri em qualquer página. Fingi ler por uns 2 minutos enquanto tomava coragem para olhar para o livro e dizer a frase que eu havia ensaiado na fila.

Coragem, Joana! disse a mim mesmo. Olhei de canto de olho com o cabelo no lugar certo para um disfarce e ele estava com os olhos fixos no livro em que eu estava lendo.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Amigo de verdade



Uma vez uma amiga minha disse que as pessoas que te amam de verdade te passam confiança. No momento não refleti. Hoje esse pensamento me voltou a cabeça quando eu estava lendo um texto na internet sobre amizade. Sabe, é tão raro achar pessoas que te passem confiança além dos pais.

No texto em que eu li, dizia que é improvável que você tenha mais de 3 amigos verdadeiros durante toda sua vida. Não discordo e nem concordo. Por um lado acredito que é provável ter mais de três amigos na vida e por outro lado acredito que amigos verdadeiros são difíceis.

Dizia também que amigo de verdade é aquele que só pelos seus olhos sabe o que você ta sentindo. Que você pode contar com ele para o que for. Que em vez de te pedir para parar de chorar, dá o ombro pra você encharcar. Acredito muito nisso.

Tenho pouquíssimas pessoas em que confio de olhos fechados. A amiga que me disse isso é uma delas. Sempre fui aquela menina bobinha que acreditava em tudo que falavam sobre amizade pra sempre. Acho que até hoje sou meio bobinha com isso, sabe? Mas aprendi umas coisas. Ainda falta muito pra aprender mas é vivendo que se aprende né?

Sou daquelas que dar o bom dia pra todo mundo. Te amo pra poucos. Conheço várias pessoas que mal conhecem a outra pessoa e já dizem que amam. Não é amor, é se dar bem. Há diferenças, certo?
Demorei pra entender que nem todo mundo é verdadeiro. Até hoje ainda me confundo. 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Mudanças sempre



Não é fácil crescer. Digo, ter que se adaptar as mudanças, com os novos colegas, nova série, novos professores, novo mundo. A cada ano isso acontece e vou confessar a você que não gosto muito disso. Até gosto, mas vem tudo tão depressa que é meio difícil se adaptar rapidamente, sabe? Quando eu era menorzinha, queria muito crescer -e quero muito ainda que eu sei- e ter várias responsabilidades, uma delas era -era não, é- andar sozinha.

Admito que não é ruim poder fazer algumas coisas só. Ter “meia-independência” porque só a temos cem por cento só aos dezoito né?  Mas confesso que ter a tal meia-independência é bom. Sinceramente? Minha vontade de crescer e conhecer todo esse mundo só cresce dentro de mim.

Brinquei até os dez e depois larguei as bonecas e comecei a pedir pra minha mãe um celular. Até onde eu sei minhas amigas da escola já tinham todo tipo de tecnologia e eu era meio lerda pra isso. Gostava das minhas bonecas e das minhas panelinhas.

Não acredito muito nessa de influência. Acredito que cada um faz aquilo que quer, sabe? As histórias legais ajudam e tal, mas nada dessa de fazer a cabeça do outro. Claro que uma criança de onze anos não consegue pensar direito, mas uma de doze já sabe de um a três por cento mais que ela, não? Acho que sim.

Eu acho que independente da minha idade, eu nunca vou estar cem por cento preparada para a mudança de número a cada vez que eu for preencher uma ficha seja de onde for. Mas eu sei que consigo me adaptar. Aos pouquinhos, devagarinho...


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Sem Rumo


Neste exato momento estou no meu quarto. Luz apagada e todas da minha casa já foram dormir. Minha mesinha de estudos está bagunçada. Meu fone de ouvido foi parar em baixo da cama sabe-se lá como. Na televisão passa algumas informações sobre um acidente em São Paulo. Meu celular caiu na piscina da casa da minha prima. 

Por sorte, nada de grave aconteceu. Bom, entrou água na câmera de trás e agora as fotos estão com chuviscos. Foda-se. A câmera já era uma bosta mesmo. Estou com um pouco de fome. O computador ta sendo meu único amigo nesse momento. Quero sair correndo para algum lugar. Não. Tenho que ficar em casa. Estudar. Me formar e ajudar meus pais no futuro. 

Não só eles, como eu também. Aliás, daqui alguns dias minhas aulas começam. Uma semana para ser exata. A maioria dos meus amigos saíram da escola. Da minha sala, especificamente. Queria ler algum livro. Mas não tem mais nenhum livro que eu não tenha lido aqui em casa. Talvez amanhã eu compre um.

Pego meu fone reserva que ganhei na minha primeira viagem de avião e plugo no notebook. Aperto play nas musicas que estão localizadas em uma pasta chamada Refúgio. A primeira música que ouço é The a Team do Ed Sheran. A melodia é suave. Amo essa música. Me faz lembrar dos momentos bons que tive e o quão eles são importantes. Agora ela terminou e começou Angels da banda The XX. Me lembrou do... a esquece! Tenho que esquecer ele a todo custo. Ele não tem mais espaço no meu coração. Acabou. Até joguei fora todos os presentes que ele me deu. E olha que foi uma dureza me desfazer da pelúcia Mike do filme Monstros S.A. Ele sabia que eu adorava o filme. Mas foi preciso. Tudo que me lembrasse ele teria que ser doado. 

Pulando de assunto, vou dormir. Preciso. Meus olhos já estão pesando. Talvez o amanhã me traga mais sucesso do que o hoje.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Porta nova no coração

 

Morro de medo de que um dia venham a descobrir o que sinto por você. É um sentimento meu. E também seu de alguma forma. Queria que você entendesse cada gesto que faço. Cada olha que eu lanço. Gosto de falar as pampas. Mas com você é diferente. As palavras somem quando te vejo. Parece que elas viram algum fantasma e saíram correndo.

O seu sorriso me cativou desde o início. Vou lhe dizer que até sua forma de andar mexeu comigo. Você pode me achar meio louca por isso. Talvez eu possa ser. Você abriu uma porta nova no meu coração. Uma porta desconhecida até então. 

Queria poder cuidar de você. Dar um abraço bem forte. Daqueles que quase matam a gente. Mas eles não matariam. Sabe porque? Porque seria um abraço dado com amor. 

Vai ver você é uma fantasma. Uma pessoa que só existe dentro de mim. Queria conseguir crer nisso. Mas não consigo. Você parece bonito demais para não existir. Isso seria uma maldade com o mundo. Isso seria uma maldade comigo.

Mesmo assim, sem saber ao certo se você existe, vou vivendo com a dúvida. Até você me provar o quanto você é real.


domingo, 29 de dezembro de 2013

Ano novo é sinônimo de vida nova


Parece que foi ontem que eu estava na minha ansiedade de entrar em uma escola nova e onde eu não tinha amigos nenhum. Parece que foi ontem que eu levei minha primeira bomba do ano em matemática. Parece que foi ontem, parece que foi ontem... a famosa frase clichê mas que ao mesmo tempo nos trás grandes lembranças.

Esse ano foi realmente corrido. Estou cada vez mais próxima de entrar no ensino médio, dos últimos momentos escolares dos quais tanto vou sentir saudades. Dos amigos que talvez não serão mais amigos. Das atividades que nunca mais serão as mesmas... e a lista não para.

O tempo não para e não dá uma pausa como nos cronômetros. Não dá para voltar atrás para consertar aquele erro ou mesmo viver mais um pouquinho daquele bom momento.

Acho que foi por isso que o tempo foi criado. Para nos mostrar o quão importante é cada segundo da nossa vida. Que não devemos perder tempo nos preocupando com problemas que no fundo nem são problemas. E o futuro... a Deus pertence! O bom de não sabermos o que vai acontecer amanhã é que podemos planejar todo nosso “dia que seria perfeito”.

Agora vamos bater um papo reto. Quem aí foi dormir mais de meia noite porque estava sonhando com os dias seguintes? Ou relembrando os momentos felizes que viveu durante o dia? Ta bom. Alguma segundo passou na sua cabeça correndo aquela imagem chata do dia. Se identificou?

A verdade é que para os sonhadores, a noite foi feita para imaginar. Dormir é o segundo plano. Mas o bom de poder sonhar é saber que você pode realizar isso no dia seguinte. Eu sei. O medo resolve bater na porta junto com a insegurança. É difícil entender o que vou dizer mas, encare-os. Arrisque-se. Seja feliz.


Aproveita que ta vindo um novo ano e dê uma reviravolta na sua vida. Pode ser que seja sua última chance de tentar realizar seus sonhos.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Do lado de fora



Não vou dormir. Nem conseguiria dormir se quisesse. Essas idéias todas bagunçadas na minha cabeça vão saltar me deixar louca se eu não as puser para fora a. Preciso colocar meus sentimentos em ordem e tentar ser um pouco mais objetiva. Mais confiante. Menos orgulhosa.

Oh! Tantas coisas em que preciso ser um pouco mais ou um pouco menos.

Quero ser corajosa. Enfrentar sem medo tudo de ruim que vejo pela frente. Não posso. Sou incapaz de estar cara a cara com o medo iminente. O máximo que posso fazer é dá um passo para trás e pronto! Tudo resolvido. Estou à salva! Mas até quando?

Por mais que meu medo seja muito maior que minha coragem, não posso esquecer as pessoas que posso ajudar. Das pessoas que se humilhariam para mim por um trocado ou um simples pedaço de pão. Não consigo. É mais forte do que eu. Não posso não ser sincera comigo mesma. As coisas estão cada vez mais fáceis e assim, cada vez mais difíceis. O mundo precisa cada vez mais de ajuda. E não estou me referindo apenas as inovações tecnológicas. Me refiro as pessoas que sofrem dia e noite. As mais fracas não conseguem suportar por muito tempo e acabam...

Pensar em tudo isso me deixa um tanto quanto desagradável.

Não posso viver apenas de alegrias e fantasias de um mundo perfeito. Existe gente sofrendo lá fora e que precisa muito de ajuda. Certo de que se for me preocupar com cada problema do mundo, vou viver perturbada. Mas isso não significa que eu tenha que virar as costas e deixar que o mundo se acabe. Não depender só de mim, eu sei. Mas e se eu fizer o possível? E Felipe também? Acho que posso contar até mesmo com Hugo. E se todo o mundo pensasse assim? Tem milhares de maneiras de ser impossível, mas não improvável.


Terminei de ler a trilogia Jogos Vorazes agora à pouco.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Frases cativantes natalinas


Todo mundo nesse clima natalino, o tempinho mais frio fazendo com que fiquemos mais próximos das pessoas que amamos e é claro, nossos presentes e o verdadeiro significado do natal. Por isso, procurei algumas frases bonitinhas na internet sobre esse tempo para que possamos refletir. Criei algumas também, espero que gostem!!

Melhor do que todos os presentes por baixo da árvore de natal é a presença de uma família feliz.
desconhecido

Bendita seja a data que une a todo mundo numa conspiração de amor. Feliz Natal!
desconhecido
Que é o Natal? É a ternura do passado, o valor do presente e a esperança do futuro. É o desejo mais sincero de do que cada taça se encha com bênçãos ricas e eternas, e de que cada caminho nos leve à paz.
Agnes M. Pharo


Para quem entende o verdadeiro significado do natal, os presentes são acasos.

Denise Brito

Sorrisos, reflexões e carinho são as fórmulas para um natal feliz.

Denise Brito 

Tem alguma frase legal natalina? Deixa nos comentários!! Vou adorar ler.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Segunda família



A amizade é a melhor coisa da vida de um ser humano. Algumas pessoas podem discordar só que parando pra pensar, ter um amigo para quem você conta todos os segredos e tem ótimos dias é melhor que estar com um namorado? Quer saber? Eu acho que sim. Pode ser que o namorado não esteja pronto pra te atender as 4 horas da manhã pra ouvir você contar do seu pesadelo não é? Mas o seu amigo vai estar. Pode ser que ele esteja com um pouco de mal humor, afinal, ninguém é de ferro né? Mas ele vai te ouvir e tentar fazer com que você esqueça aquele pesadelo.

Eu meio que acreditava que os amigos de verdade só encontrávamos na escola. Mas eu fui crescendo e a uns três anos atrás conheci pessoas maravilhosas que não tinham nada a ver com a escola que eu estudava. Na escola, bem, eu tenho poucos amigos em que confio sabe?  Mas você se sente amado. É a segunda família. A família que eu escolhi.

Eu já tive muitos amigos, apesar de ter pouca idade. Mas eu descobri que o que eu achava que era amigo, era na verdade, um passatempo. Ela só serviu para estar nas horas fáceis e boas da minha vida. Nas difíceis, pulava fora. Eu era muita boba e sempre achava que ela estava ocupada demais. Afinal, sempre era essa a desculpa que ela dava.

Não estou dizendo pra você não confiar em ninguém, viu? Só repare mais nas pessoas. Sempre é bom conhecer mais os amigos. Eu então, depois daquelas amizades perdidas, encontrei realmente as pessoas que eu quero levar pra vida toda. Pessoas em que confio. Pessoas que eu posso dizer que amo.


Já parou pra pensar em quantos amigos verdadeiros você tem? Quer dizer, parece que todo mundo é seu amigo e gosta de você, mas são nas horas que você mais precisa que eles, os verdadeiros, aparecem. 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A verdade por trás dos heróis e dos vilões




Por trás das histórias em quadrinhos de super heróis existe uma base que se consiste na vida humana. Os vilões que sempre aparecem para atrapalhar a vida das pessoas e deixá-las tristes e os heróis que ajudam e salvam a vida da população, poupando elas de perigo e sempre lhes fazendo felizes.

O ser humano é, sem dúvida, o ser mais extraordinário do mundo. Extraordinário porque faz o bem sem pensar a quem. Extraordinário porque faz o mal sem vê a quem. É bom e mal ao mesmo tempo. Machuca. Ajuda. Sempre assim. Ou bem ou mal. Faça chuva ou faça sol.

Acontece que nem sempre somos heróis. Não todos os dias. Há dias em que somos totalmente cruéis e desprezíveis com as pessoas mesmo sem querer. Ou seja, os vilões da história. Algumas pessoas fazem isso como um prazer, já outra fazem isso sem querer. É chato quando alguém nos dar uma palavra ruim. E a pessoa muitas vezes nem se dá conta de que machucou o coração de alguém.

Sei disso porque já aconteceu milhares de vezes comigo.

Nem sempre eu sou a heroína do dia. Sou na maioria das vezes, a vilã. Chata e grosseira. Uma palavra ofende muito mais que dois mil socos no rosto. Bato palmas e admiro quem consegue ser o herói. Consegue manter o equilíbrio e salvar vidas.


O que eu sei é que eu preciso desesperadamente me por no lugar do outro e tentar saber o que ele vai sentir quando eu falar uma palavra fútil. E assim, me esforçar pra não machucá-lo. Queria que fizessem do mesmo modo comigo. Pensar no quanto vai doer àquela palavra grosseira em mim. Mas como eu disse: o ser humano é um ser totalmente extraordinário.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Desistir? Jamais!


Estudar. Uma palavra tão simples mais tão chata de ser praticada. Parece que tudo é melhor que estudar. Tudo. Até mesmo descascar laranjas e bater um papo com aquele vizinho meio idiota se torna uma coisa mais interessante.

Já me peguei milhões de vezes pensando em desistir quando estudei pra caramba para aquela prova de matemática e tirei uma bomba atrás da outra. Nunca fui boa em matemática. Esforço-me e consigo passar. Hoje, nem me esforçando ao máximo, eu consigo alcançar uma das melhores notas. Não me orgulho disso, mas o que posso fazer? Dedico-me totalmente aquela matéria. Na hora da prova, faço cada questão com calma e paciência. Mesmo assim, erro várias questões.

Não é doença ou algo do tipo viu? Já fui ao médico e ele afirmou que não tem nada a ver com doenças ou problemas. Sim. É apenas uma coisa em que não sou boa. Simples. Por mais que me dedique ao máximo, sempre vou ficar atrás dos que conseguem aprender sem mesmo fazer exercícios algum. Sim. Na minha sala existem pessoas assim. Já perguntei o segredo. Dizem que não sabem como. Simplesmente sabem.

Sabe o que eu faço? Continuo me dedicando dia após dia. Cheguei a conclusão de quê seu desistir, a situação só vai piorar. Sei que ainda vou ter que enfrentar várias barreiras para alcançar o que eu quero. Mas estou disposta a enfrentar cada obstáculo e no grande dia, ter o orgulho de dizer: sim, eu consegui.


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Coragem, sua atrasada!


Estava em pé segurando com as duas mãos no suporte de cima do ônibus. Parecia que eu estava na 25 de Março em um dia antes do natal de tão apertado. As pessoas se encostando umas nas outras. O pior era que algumas não estavam "cheirando à flores" se é que você me entende. O sol estava quase queimando as plantinhas da calçada. Devia ser por isso aquele odor abusado.

Como sabia que o ônibus demoraria um pouco para chegar ao meu destino, queria ao menos pegar meu livro de romance para terminar aquelas duas últimas paginas do capitulo três, mas eu mal conseguia respirar sem incomodar pessoas, quem dirá me mexer e pegar o livro. Dane-se. Eu quero ler e ponto. Aos poucos, tirei a mão do suporte, e pedindo desculpas, a enfiei na bolsa á procura do livro. Por sorte, foi à primeira coisa que peguei. O livro ajudou também; era a maior coisa que tinha na minha bolsa.

Até que quando coloquei minha mão de volta ao suporte e a outra segurando o livro, meus olhos localizaram uma pessoa desconhecida sentada na primeira cadeira á direita. Um garoto que aparentava ter seus 18 ou 19 anos. Eu realmente estava tentando me concentrar no livro, mas aquele olhar dele para a janela me chamava à atenção. Parecia que o corpo dele estava ali mais a mente dele não.

Alguém tossiu lá atrás. Depois, outra espirrou. Ou talvez a mesma que tossiu tenha espirrado também. Não consegui distinguir. O cara da janela parecia gostar de legião urbana. Acho que era porque ele me lembrava o Paulo Paulista. Imaginei posters colados na parede do quarto dele. Dei um sorrisinho sem mostrar os dentes. Céus, como sou idiota.

Queria me aproximar dele e pedir com uma enorme educação para aquela moça sentada ao seu lado para sair de lá. Eu necessitava descobrir seu nome. Ficaria mais fácil localizar ele nas redes sociais e conhecer mais sobre ele. Se é que ele tinha. Na me surpreenderia se ele não tivesse. Ele não tinha cara de quem gosta de sentar o traseiro na cadeira e ficar atualizando as redes sociais.


Quando tomei coragem para ir ao seu encontro, mesmo sem quase conseguir sair do lugar, o ônibus parou bruscamente e ele se levantou, desceu as escadas do ônibus e foi embora. Era o ponto dele. O meu ainda estava longe. Pude sentir um pedacinho do meu futuro indo embora. 

Um sofredor que faz sofrer



Sofremos tanta pressão que só não ficamos loucos porque não permitimos. É tanta cobrança, tantos julgamentos, tantas decisões que só dependem de nós para que aconteça. Está quase impossível relaxar por um minuto se quer. Preciso aprender a formula para ser feliz e totalmente sem problemas. Até quando durmo, pensando que enfim irei relaxar, sonho com o problema que passei o dia pensando. Suponho que o ser humano seja um ser sofredor e ao mesmo tempo, um ser que faz sofrer.

Eu mesmo, quando estou com a cabeça estourando por não saber como resolver aquele problema que parece sem solução, maltrato pessoas que ás vezes só queriam me ajudar, sou grossa com alguém que quer me dar um carinho. É difícil explicar, mas com tantos problemas na nossa vida, nem percebemos as partes boas de cada um deles. Você deve estar pensando "e existe parte boa de um problema?" e eu respondo "sim, não só existe como é praticada diariamente por várias pessoas." Algo que, sendo muito sincera, estou praticando e olha, tá dando certo.

Pensar positivo, ver pelo lado bom de todas as coisas ruins que nos cercam diariamente, nós faz pessoas mais divertidas e menos estressadas. Rir de si mesma sabe? Deixar que seus problemas sejam a sua solução. Supondo que tirei uma péssima nota nas provas finais de matemática. Ficaria totalmente desesperada e choraria se preciso para o professor me conceder um pontinho que seja pra passar. Se vejo pelo lado bom, se eu ficasse de recuperação, seria apenas em matemática. Me esforcei para todas as outras. Também vou ver meu amigos (e inimigos) que ficaram também. No fundo, é só uma questão de pensar positivo. É meio clichê, mas nem por isso deixa de ser essencial. 

Cada um tem seu problema e não é nada fácil pensar positivo em todos eles. A verdade é que, não existe formula para ser feliz e sem problemas. O problema é, lá no fundo, algo que deve ser resolvido e vivido por cada um de nós. Sem problemas, sem vida. Isso pode parecer sem sentido, entretanto, como aprenderíamos a viver sem problema nenhum? 

É tarde da noite e ainda não resolvi todos meus problemas de hoje. Deixei alguns para amanhã. Depois de dormir, talvez sonhando com eles, eu possa resolver todos. Amanhã. 

domingo, 17 de novembro de 2013

Por quê não eu?


Talvez eu não significasse nada para você. Apenas mais uma de muita que já teve.  Aquela loira dos olhos azuis parecia ser a perfeita para você. Por que você não a quis? Não sei. Acho que nem você mesmo sabe. Nem ela. E aquela morena fatal com corpo de uma dançarina de carnaval? Por que ela não foi seu verdadeiro amor? Continuo achando que nem mesmo você sabe. Deixou e quebrou o coração de cada uma delas sem ao menos saber o por quê. Mas não se preocupe. Elas foram forte o suficiente para juntar cada pedacinho do seu coração e seguir em frente. De vez em vez, um pedacinho cai ao lembrar de você.

E eu? Por que fui trocada como todas as outras? Não era boa suficiente para você? Não consegui suprir o vácuo que a anterior deixou no seu coração. Você não permitia. Você queria deixar seu coração cada vez mais vazio. E quebrar os corações de quem tentava preenche-lo. Por que isso? Pode ter sido algum trauma. Aquela garota do bar que você achou ser seu amor verdadeiro pode ter sido a causa de todo essa frustração e esse vazio que você sente aí no peito.

Na noite em que você viu ela aos beijos com aquele homem alto de pele escura. Você não teve forças suficientes para perguntar-lhe o porquê no momento. Você tomou a decisão apenas de nunca mais procura-la e ignora-la a cada vez que ela aparecesse na sua frente. E assim, ela deixou de te procurar. Talvez, por ter toda essa angústia e rancor no peito, você resolveu maltratar o coração de muitas mulheres apaixonadas por você. Mas isso não justifica sua tamanha violência interior.

Mas vejo que uma, apenas uma, conseguiu mudar você e tirar essas mágoas do seu peito. Ela fez você acreditar que o amor prega essas peças na gente. Ela te ensinou que a única coisa que precisamos fazer é ignorar as coisas ruins do passado e viver e aceitar as coisas boas do presente. Essa mulher poderia muito bem ter sido eu. Mas estou feliz por ter contribuido nesse amor. Afinal, apresentei seu amor para você naquele dia ensolarado no shopping. Você tem sorte de te-la ao seu lado. Seja grato por isso.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Quando te encontrei no ônibus


Eu estava em pé segurando com as duas mãos no suporte de cima do ônibus. Parecia que eu estava na 25 de Março um dia antes do natal de tão apertado. As pessoas se encostando umas nas outras e o pior era que algumas não estavam cheirosas. O sol estava quase queimando as plantinhas da calçada.

Como sabia que o ônibus demoraria um pouco para chegar ao meu destino, queria ao menos pegar meu livro de romance para terminar aquelas duas últimas paginas do capitulo três, mas eu mal conseguia respirar sem incomodar pessoas, quem dirá me mexer e pegar o livro. Dane-se. Eu quero ler e ponto. Aos poucos, tirei a mão do suporte, e pedindo desculpas, a enfiei na bolsa á procura do livro. Por sorte, foi à primeira coisa que peguei. O livro ajudou também; era a maior coisa que tinha na minha bolsa.

Até que quando coloquei minha mão de volta ao suporte e a outra segurando o livro, meus olhos localizaram uma pessoa desconhecida sentada na primeira cadeira á direita. Um garoto que aparentava ter seus 18 ou 19 anos. Eu realmente estava tentando me concentrar no livro, mas aquele olhar dele para a janela me chamava à atenção. Parecia que o corpo dele estava ali mais a mente dele não.

Alguém tossiu lá atrás. Depois, outra espirrou. Ou talvez a mesma que tossiu tenha espirrado também. Não consegui distinguir. O cara da janela parecia gostar de legião urbana. Acho que era porque ele me lembrava o Paulo Paulista. Imaginei posters colados na parede do quarto dele. Dei um sorrisinho sem mostrar os dentes. Céus, como sou idiota.

Queria me aproximar dele e pedir com uma enorme educação para aquela moça sentada ao seu lado para sair de lá. Eu necessitava descobrir seu nome. Ficaria mais fácil localizar ele nas redes sociais e conhecer mais sobre ele. Se é que ele tinha. Na me surpreenderia se ele não tivesse. Ele não tinha cara de quem gostar de sentar o traseiro na cadeira e ficar atualizando as redes sociais.


Quando tomei coragem para ir ao seu encontro, mesmo sem quase conseguir sair do lugar, o ônibus parou bruscamente e ele se levantou, desceu as escadas do ônibus e foi embora. Era o ponto dele. A minha parada ainda estava longe. Pude sentir um pedacinho do meu futuro indo embora. E eu não pude fazer nada. Se ao menos eu soubesse o nome dele.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Voltar ao passado para concertar os erros?


Enquanto bebia meu chocolate gelado e ouvia músicas da Fergie, fiquei pensando em uma teoria interessante e que talvez pudesse existir: a viagem no tempo. Sei que parece estranho, mais se Albert Einstein acreditava que era possível teoricamente, por que não? Só que Albert acreditava na volta no tempo por meio de uma cápsula. Por quê ele queria tentar voltar no tempo? Talvez ele tivesse cometido erros e queria desfaze-los. Ou não.

Mas vou tentar voltar no tempo de uma forma mais simples; na mente. É possível voltar no passado com a mente. Não dá pra lembrar-se de todos nossos feitos, obviamente. Entretanto, tenho certeza de que consigo lembrar alguns fatos importantes ou mesmo engraçados na minha vida. Quais? Vê só.

Voltamos ao primário, quando eu tinha apenas seis anos de idade. Na escola havia uma colega de classe que não ia muito com a minha cara, apesar de sermos pequenas ainda. Ela não falava comigo e quando fazíamos rodinhas de brincadeiras em que eu estava presente, ela saia da brincadeira. Como eu ia dizendo, a menina não dirigia a palavra a mim. Certo dia, passei pela carteira dela e, sem querer (querendo), esbarrei no estojo rosa que ela tinha. Arrependi-me. A menina abriu o berreiro no meio da classe. Disse que eu tinha feito aquilo de propósito e que eu iria me arrepender de ter feito aquilo. Foi preciso a professora ter que chamar a mãe dela para fazer ela se acalmar.

Quando a mãe da menina chegou e soube de tudo, veio conversar comigo e perguntar por que eu tinha feito aquilo. Como fui ensinada a ser educada, respondi que foi sem querer e pedi desculpas. Depois da lamentável desculpa, a mãe da menina falou com uma voz seria que não queria mais ouvir falar naquilo. . Imagina. Tudo por que derrubei o estojo de uma menina que não ia com a minha cara.. Isso foi no finalzinho do ano, depois Maria Clara mudou de escola e eu nunca mais soube dela. Até hoje, não entendo o porquê daquela cisma comigo.

Depois dessa parte da minha vida, cheguei ao 8º ano. A época em que eu estava começando a abrir os olhos para a vida adolescente. Na minha nova escola, iria ter um baile para uma boa recepção dos calouros. Eu fiquei metade empolgada e metade triste. Empolgada porque nera a primeira vez que ia em um baile e triste porque não conhecia absolutamente ninguém da nova escola e, provavelmente, ficaria sozinha durante o baile todo. 

No dia da festa, com um vestido novo, sandália nova e um cabelo e maquiagem feitos em salão, me senti arrasando. Quando cheguei ao tal baile, era apenas uma danceteria em que os veteranos iriam beber refrigerantes comer alguns petiscos e conversar com os calouros. E imagina o traje do pessoal: shortinho e blusa de manga. Quando vi aquilo da porta mesmo, apenas dei meia volta e segui em direção ao carro da minha mãe. Nunca mais fui a nenhuma festa que tinha como nome “baile” sem antes me informar sobre os trajes que seriam usados.

Agora estamos no ensino médio, umas das fases que já paguei mais micos. Desse episódio da minha vida me lembro muito bem. Eu tinha 16 anos e estava em uma festa de quinze anos de uma amiga minha. Eu era uma das quinze que iriam dançar para homenagear a debutante. O meu par era um garoto desastrado que não tinha comparecido á todos os ensaios. Cada uma das dançarinas tinha que segurar uma vela que teria que ser apagada pelo seu par. Acontece que na vez do meu par apagar a vela, ele a derrubou no meu vestido e eu saí feito uma louca gritando na festa. Mais o que eu podia fazer? A minha sorte era que o vestido tinha um tecido grosso e assim não chegou a queimar meu corpo. Não havia queimado muito do vestido, foi apenas um susto. Voltei à arena de dança e comecei agir normalmente, como se nada tivesse acontecido. No final, deu tudo certo e minha amiga teve a festa que merecia, apesar dos pesares.

Um dia desses, em meio a conversas sem sentido, um amigo meu perguntou se eu voltaria ao passado para consertar meus erros. Falei que sim, se tivesse a chance, voltaria sem pensar duas vezes. Mas hoje, vejo que que não é bem assim. A vida não vem com um manual de instruções e por isso não somos obrigados a agir certo sempre. Se pensarmos bem, veremos que não valeria de nada voltar lá atrás e concertar nossos erros. Somos seres humanos e sempre vamos errar em algo, então, se voltássemos no tempo e concertasse tudo de errado que fizemos, no futuro iriamos cometer outros erros e assim seria pra sempre. Não iríamos rir das nossas besteiras e muito menos, crescer e amadurecer. Siga em frente e deixe o que passou, lá atras. 


Eu só quero que você seja feliz


Entre um gole e outro de suco de laranja, eu me lembrava daquele garoto de cabelo preto. O cabelo dele era tão liso e preto que era o destaque por onde ele passava. Seu perfume era, de certeza, importado. Aquele cheiro era de me deixar hipnotizada. Adorava perfumes masculinos. Sem falar na voz dele. Tão cativante.

Agora pegando uma bolacha do vidro, lembro-me de como ele era simpático. Não comigo. Eu nunca havia falado com ele. Pelo menos com as outras meninas, ela parecia ser bem legal. Céus, como pude nunca ter falado com ele? Como eu era tosca. Ou talvez não. Talvez eu só tivesse um pouco de medo de levar um fora do cara. Ele parecia ser coisa demais pra mim. Sei que não devo me rebaixar, mas me imaginar com ele, era quase impossível. A cena não se completava na minha mente.

Minha mãe estava assistindo o Jornal Nacional. Eu como de costume, estava no computador escrevendo algo que fosse útil para aquela redação da escola. Não era que o tema fosse chato, era só que eu não estava com a imaginação "a flor da pele". Comecei a ler umas frases da Clarice Lispector e Renato Russo e Tnam!A imaginação foi solta na minha cabeça e comecei a escrever. 

Mal tinha acabado a tal redação e fui dar uma olhada nas minhas redes sociais, que por mais que não fossem muito frequentadas, era legal ver as atualizações das outras pessoas. De repente, me deparo com uma atualização do Eduardo, o tal garoto pelo qual eu era fascinada, estava em um relacionamento sério com uma tal de Paula. Meu mundo caiu. Por mais que eu soubesse que aquilo iria acontecer um dia, presenciar aquilo parecia bem diferente. Subiu algum sentimento para minha cabeça. Acho que era raiva. Raiva da tal Paula, raiva do Eduardo, e principalmente, raiva de mim.

Desliguei o computador e nem me lembrei de salva a história para a redação do outro dia. Minha mãe distraída com a novela que acabara de começar, não reparou que eu havia saído dali aos pedaços. Catei todos eles e me levantei do sofá. Minha vontade era de chorar. E chorei. No meu quarto. Meu travesseiro foi a base para minhas lágrimas. Por que eu estava com raiva de mim? Talvez por não ter falado com ele quando tive chance, por não ter tido o lápis extra para emprestar pra ele na aula de história e outras coisas. 

No outro dia, acordei com um pouco de dor de cabeça. Queria que tudo aquilo tivesse sido um sonho. Infelizmente, não era. Pude provar isso quando vi ele no colégio com a Paula. Ela era bonita, magra e tinha um corpão. Bem diferente de mim. Os dois estavam sorrindo de alguma piada que Alexandre, um amigo deles, havia contado. Parecia ser sorrisos sinceros. De repente, passou uma frase meio estranha na minha cabeça e eu mexi os lábios para ela sair bem baixinho.

__Eles formam um lindo casal...

De repente fiquei confusa. Eu amava ou não aquele garoto? A única resposta que tive foi da minha consciência, que dizia:

__Sim! Você o ama tanto que quer que ele apenas seja feliz, mesmo sendo a causa dessa felicidade, uma outra garota.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

O que te faz feliz?



"O que te faz feliz?" ela perguntou.

Finalizar alguma coisa. Usar batom rosa e que combine comigo. Mexer nos cachinhos do meu cabelo. Assistir um filme que me tire risadas. Comer chocolate á noite deitada na cama. Tirar fotos legais. Banho de chuva. Tomar suco de manga bem gelado. Correr numa rua que parece não ter fim. Dormir á tarde inteira, sem preocupações. Surpresas boas. Ir ao shopping. Amizades novas. Ver as árvores ficando para trás na viagem de carro. Elogios. Ganhar presentes. Ter idéias ao invés de dormir. Assistir FRIENDS. Pessoas que dizem "te amo" e me abraçam. Cantar no karaokê do shopping com meus amigos. Quando acho uma foto que se encaixa perfeitamente com meus textos. Ouvir músicas que dizem o que sinto. Cantar no chuveiro. O "curtir" de alguém importante na minha foto. Novas curtidas na página do blog. Cama elástica. Sorvete. Mudar a decoração do quarto. Comprar livros. Fazer postagens para o blog. Tomar vitamina de banana e mamão. Comer pipoca. Ficar sozinha. Quando vejo que estou evoluindo no inglês. Passarinhos em grupo. Dançar feito louca. Quando consigo fazer rir quem tá triste. Quando as pessoas são gentis comigo. Quando vejo alguém tratando bem um animal. Fotografar e ser fotografada. Quando encontro alguém que se identifica comigo. Me arrumar pra ir em um evento importante. Vento com o cabelo solto. Casa arrumada e chão limpo. Ler um livro deitada na cama.

"A tranquilidade," respondi.

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