Talvez eu não significasse nada para você. Apenas mais uma de muita que já teve. Aquela loira dos olhos azuis parecia ser a perfeita para você. Por que você não a quis? Não sei. Acho que nem você mesmo sabe. Nem ela. E aquela morena fatal com corpo de uma dançarina de carnaval? Por que ela não foi seu verdadeiro amor? Continuo achando que nem mesmo você sabe. Deixou e quebrou o coração de cada uma delas sem ao menos saber o por quê. Mas não se preocupe. Elas foram forte o suficiente para juntar cada pedacinho do seu coração e seguir em frente. De vez em vez, um pedacinho cai ao lembrar de você.
E eu? Por que fui trocada como todas as outras? Não era boa suficiente para você? Não consegui suprir o vácuo que a anterior deixou no seu coração. Você não permitia. Você queria deixar seu coração cada vez mais vazio. E quebrar os corações de quem tentava preenche-lo. Por que isso? Pode ter sido algum trauma. Aquela garota do bar que você achou ser seu amor verdadeiro pode ter sido a causa de todo essa frustração e esse vazio que você sente aí no peito.
Na noite em que você viu ela aos beijos com aquele homem alto de pele escura. Você não teve forças suficientes para perguntar-lhe o porquê no momento. Você tomou a decisão apenas de nunca mais procura-la e ignora-la a cada vez que ela aparecesse na sua frente. E assim, ela deixou de te procurar. Talvez, por ter toda essa angústia e rancor no peito, você resolveu maltratar o coração de muitas mulheres apaixonadas por você. Mas isso não justifica sua tamanha violência interior.
Mas vejo que uma, apenas uma, conseguiu mudar você e tirar essas mágoas do seu peito. Ela fez você acreditar que o amor prega essas peças na gente. Ela te ensinou que a única coisa que precisamos fazer é ignorar as coisas ruins do passado e viver e aceitar as coisas boas do presente. Essa mulher poderia muito bem ter sido eu. Mas estou feliz por ter contribuido nesse amor. Afinal, apresentei seu amor para você naquele dia ensolarado no shopping. Você tem sorte de te-la ao seu lado. Seja grato por isso.

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